"Bartleby", disse eu, "Ginger Nut esté fora; não quer dar um pulo até os Correios (não leva mais do que três minutos) e verificar se há alguma coisa para mim?"
"Preferia não."
"Você não quer?"
"Prefiro não."
Cambaleei até minha mesa e sentei-me ali em profunda reflexão. Minha cega obstinação estava de volta. Havia alguma outra coisa que pudesse fazer para ser vergonhosamente contestado por esse descarnado ser sem vintém, meu funcionário? Que outra coisa haveria, perfeitamente razoável, que ele com certeza se negasse a fazer?
"Bartleby!"
Nenhuma resposta.
"Bartleby", num tom mais alto.
Nenhuma resposta.
"Bartleby", gritei.
Como um verdadeiro fantasma obediente às leis da invocação mágica, ao terceiro chamado ele apareceu na entrada do eremitério.
"Vá à sala ao lado e diga a Nippers para vir até aqui."
"Prefiro não", disse, devagar e com respeito, saindo calmamente.
"Muito bem, Bartleby", disse eu, num tom abafado de voz, serenamente severo e seguro, insinuando o inabalável propósito de alguma terrível e iminente retaliação. Tinha em mente, naquela hora, mais ou menos algo assim. Mas, no geral, como se aproximava a hora do almoço, achei melhor, muito abalado pela perplexidade e pela confusão mental, pôr o chapéu e, dando o dia por encerrado, ir para casa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário